Conferência discute o uso da computação em nuvem nas empresas

Conferência discute o uso da computação em nuvem nas empresas

por Juliano Simões*

A conferência do Gartner sobre “IT Infrastructure, Operations & Cloud Strategies”, realizada no mês de abril em São Paulo, reuniu analistas, fornecedores e profissionais para falar sobre o estado da arte e as tendências da tecnologia da informação nas empresas.

A computação em nuvem, como era de se esperar, esteve no centro das discussões. Uma das estatísticas apresentadas pelos analistas ajuda a entender o porquê: até 2025 80% das empresas desligarão os seus data centers internos, em comparação com 10% 2019. Ou seja, a maior parte das infraestruturas e das aplicações de TI ainda está para ser migrada para as nuvens públicas nos próximos anos.

Outro dado apresentado mostra o poder de atração da tecnologia: 88% das empresas que fazem algum uso da nuvem passam a adotar uma estratégia “cloud-first” para novos projetos, ou seja, elegem a nuvem como o ambiente preferencial para implantação de sistemas, em detrimento dos seus data centers.

Um dos principais motivos para o crescimento da computação em nuvem está no fato de que muitos recursos oferecidos pelos provedores de Infraestrutura-como-Serviço (IaaS) não existem, ou são muito difíceis de implementar, dentro das empresas. Exemplos disso são os storages de objetos, os containers, as funções serverless, os bancos de dados como serviço e as plataformas de machine learning. Tratam-se de recursos essenciais para o desenvolvimento de aplicações modulares e escaláveis, como as desenvolvidas pelas startups.

Mas e quanto às aplicações tradicionais, como sistemas de ERP, RH e CRM? Segundo os analistas, há três forças incentivando a ida desses sistemas para a nuvem:

  • os fornecedores de software estão mudando para o modelo de Software-como-Serviço (SaaS), o que leva os clientes a trocar aplicações internas por outras que rodam diretamente na nuvem;
  • as barreiras para uso da nuvem híbrida vem caindo rapidamente. Empresas como Microsoft, VMware, AWS e Google fornecem soluções prontas para integração e migração de cargas de trabalho entre infraestruturas locais e as nuvens públicas;
  • as empresas estão percebendo que a computação em nuvem é efetivamente mais barata do que manter um data center interno quando passaram a considerar aspectos como: descontos por volume, agilidade de implantação da infraestrutura e ganhos com inovação.

Outra tendência observada é o crescimento do Edge Computing, a computação em nuvem processada em dispositivos que ficam próximo dos usuários (formando nano data centers), a partir de 2020, com foco em Internet-das-Coisas (IoT) e realidade virtual.

Apesar do cenário favorável, a nuvem ainda impõe desafios às empresas em termos de conhecimentos e mudanças culturais. A maioria dos líderes de TI entrevistados pelo instituto reconhece a falta de skills necessários para avançar no processo de transformação. A solução nesse caso, é contar com parceiros externos que prestem serviços de: consultoria, arquitetura, implementação, migração, gerenciamento, suporte e otimização de custos.

Em termos de investimento, as pesquisas mostram uma clara divisão no direcionamento dos recursos aplicados:

  • o que está em alta: infraestrutura na nuvem, software-como-serviço, business intelligence (BI) e analytics, marketing digital e cibersegurança;
  • o que está em baixa: data center e infraestrutura de rede local, manutenção de sistemas legados e licenciamento de software.

E resumo, a nuvem está transformando a essência da TI nas empresas. O antigo foco em processos operacionais está mudando para um maior alinhamento com a estratégia do negócio, baseado em entregas ágeis e automação de serviços. A busca pela especialização e pela redução de riscos vem sendo balanceada com o mindset de inovação e o aprendizado contínuo. A divisão das equipes em silos está dando lugar à metodologias como o DevOps e ao trabalho colaborativo baseado em workflows.

A CentralServer fornece serviços gerenciados de computação em nuvem que apoiam o crescimento dos negócios dos clientes. Conheça mais sobre nossas soluções em: https://www.centralserver.com

*Juliano Simões é CEO da CentralServer.

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